sexta-feira, 21 de abril de 2017

A Meia Maratona de Tiradentes está bem ali à vista

Hoje fiz meu último treino de corrida antes da minha primeira meia maratona, a Meia Maratona de Tiradentes, que ocorrerá em Juazeiro-BA, neste domingo. Estou me sentindo confiante e preparado para completar essa prova, mas vou encara-la com muita humildade, a humildade de quem nunca fez uma meia antes e vai correr a maior distância em  toda a sua vida. Foram 11 semanas de treinamento sob a supervisão do meu treinador, o Felipe 'Pikety', e nessas semanas foram mais de 360 km percorridos, muitas calorias perdidas e recuperadas, muito suor derramado, muitas dores, alguns "sacrifícios" sociais, muita disciplina, mas acima de tudo, muita, muita satisfação de chegar até aqui. Já me disseram que chegar ao destino é menos relevante que curtir a viajem e com certeza essa "viagem" eu curti muito. Esse será o primeiro grande desafio de muitos (espero) que virão. A partir da segunda quinzena de maio, pretendo focar um pouco mais no MTB, mas a corrida estará sempre comigo de agora em diante. Continuem acompanhando. Até mais.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Na reta final em busca da "meia"

Os treinos continuam e os resultados vêm chegando devagar. São resultados bons, mas que trazem algumas consequências não tão boas assim. Depois da segunda sessão de tiros, na semana passada, que me deixou todo moído, seguiu-se um treino longo no sábado, 16 km em Z2/Z3. Fiz o treino de sábado ainda sentindo muita dor na região do músculo piriforme e nervo ciático da perna esquerda. Foi sofrível o início. Porém, depois de aquecer o corpo, findando os primeiros 3 km, a corrida se tornou mais leve, mas após passar dos 12 km as dores começaram a aumentar e começaram a me preocupar. Pensei: "se eu me lesionar nesta fase, vou por em risco todo o projeto da meia maratona”. Terminei o treino muito dolorido, quase me arrastando, e assim que terminei os afazeres pós-treino (whey, roupas suja no cesto, banho, etc.) pus um saco de gelo no glúteo para tentar aliviar as dores. Nos dias que se seguiram, as dores persistiram, fiquei a base de gelo e massagens, e a preocupação aumentou.


Falei com meu treinador (na verdade nos falamos toda hora, faz parte do pacote ‘personal trainer’ de luxo) e ele entrou em contato com um fisioterapeuta esportivo e marcou uma hora com ele. As palavras “liberação miofascial” e "quarta-feira à noite” foram proferidas. Pensei: “meu treinador é muito atencioso”; e sobre a tal liberação pensei: “vai ser uma boa experiência”. Nessas duas últimas semanas, além dos treinos “intensos”, eu tive uma série de consultas e exames a fazer, nada demais, um checkup de rotina, que terminaria na quarta-feira dessa semana com um teste de esteira (teste ergométrico de esforço) pela manhã e um ecocardiograma (Ecodoppler-cardiografia) à tarde, e mais a liberação miofascial à noite. Quarta-feira cheia! Essa semana seria só de treinos de “rodagem”, apenas volume a baixa intensidade, assim, em teoria, poderia descansar um pouco dos tiros. Terça foram 40 min de corrida leve/moderada, quinta seriam 60 min e o longão de sábado.



Terça fiz o treino com as dores já citadas, sendo melhor do que eu esperava, e na quarta fiz os exames já citados. Parênteses abertos, vamos falar dos exames e seus resultados. Fiz uma série de exames sanguíneos também, além dos já citados, mas o que me alegrou muito foram os resultados. Todas as taxas, de todos os exames, não tiveram seu resultados 'bons', mas sim 'excelentes'. No teste da esteira, eu tive um escore muito bom (excelente, na verdade) e o eco mostrou um coração forte e pronto pra mais. Com tudo em ordem com a saúde, um resultado até esperado e de acordo com o condicionamento fisico atual, voltemos à nossa quarta-feira. 

À noite foi a hora da tal da liberação, que veio bem a calhar, pois o teste da esteira, apesar de curto, foi ‘intenso' (lá vem essa palavra novamente). Depois de uma entrevista rápida com o fisioterapeuta, o André, ele iniciou o processo. Já haviam me falado quão dolorosa é essa tal liberação, mas é preciso fazer para sentir na pele o que significa, verdadeiramente, a expressão “pôr o dedo na ferida”. Dói e dói muito! Morde-se a língua para não gritar, rir-se para não chorar. O André até me disse que “quanto mais ‘destruídos' os músculos estão, mais esse procedimento dói" (e eu não tenho motivos para duvidar disso). Depois da sessão de “tortura" curativa, o André colocou umas ventosas em uns pontos mais críticos, para melhorar a circulação. Cara, não sei se é só impressão minha (e acho que não é), mas àquilo, o conjunto liberação e ventosas, deixou minhas pernas mais leves. 

Não posso dizer que saí de lá com as pernas e o glúteo menos doloridos, até porque me disseram que continuaria doendo algum tempo depois da liberação, mas na quinta minhas pernas já estavam melhores e as dores foram menos intensas. Sábado foi dia do último longão antes da Meia de Tiradentes, foram 18 km e realmente as dores praticamente haviam sumido, apenas uma fisgadinha aqui e ali (vez por outra) no tal piriforme, mas cumpri o treino de boa. Agora estou apenas com uma dor na lombar, mas isso é uma outra estória, que fica para uma outra hora (só para matar sua curiosidade: fiz uma besteira no treino da quinta.  Por conta própria, mudei a postura de correr radicalmente, fazendo um teste, mas deu errado e consequentemente a lombar pagou o pato). Agora é hora de descansar, pois essa semana tem prova e eu estarei lá para estrear na minha primeira meia maratona. Vamos em frente. Até.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Hoje eu fiz o treino mais duro da minha vida (pelo menos até agora)

Quando meu treinador disse que essas próximas duas semanas seriam "intensas" (palavras dele) eu não tinha ideia do que “intensas” significariam. Já havia feito treinos de tiros, há duas semanas, e eles haviam sido muito duros (para mim), sendo (na época) as piores experiências em termos de treino que havia vivido. Foram, na época, 10 tiros de 200 m, com 2 min de descanso entre eles, e depois mais 5 tiros de 100 m, com 1 min de descanso entre eles. Neste semana as coisas pioraram. Na terça foi meio que um “abre alas” para hoje, foram 5x200m + 5x100m, com dois minutos de descanso entre os tiros. Mas hoje…foram 4x500m + 4x200m + 5x100m. Ao final de cada tiro de 500 m eu tinha vontade de chorar. Não, de vomitar. Não, pera aí…de chorar enquanto vomitava. As pernas queimavam, gritavam, doíam e "pediam para sair" de meu corpo. Meu coração parecia que ia saltar para fora do meu tórax (eu me senti em um dos filmes de 'Alien', quando aquela criatura quebra as costelas do hospedeiro para sair do corpo dele). Ao final dos tiros de 500 m tinham ainda mais e mais tiros. Nos tiros de 200 m a largada era sofrível. As pernas já doíam muito e os tênis pareciam estar colados no chão. Era muito difícil arrancar. Só depois de uns 30 m era que eu começava a acelerar de verdade. Terminava cada tiro mais morto e dolorido do que o anterior. Foi só nos tiros de 100 m que eu percebi o quanto estava moído. Da cintura para baixo tudo doía. Geralmente as dores vêm depois dos treinos mais duros, mas dessa vez elas vieram durante o treino. No final da série, eu estava destruído, morto-vivo. Acho que realmente essa seria a melhor descrição, pois eu parecia um figurante zumbi de "The Walking Dead” aos olhos de quem passava por mim. Eu estava caminhando meio que de lado, puxando a perna esquerda, e babava muito. Realmente parecia um morto-vivo. Ao chegar em casa, tomei uma dose de Whey, um banho, um café da manhã, a consciência que estava triturado e fui trabalhar. Passei o meu dia em estado 'zumbi' e agora, a noite, estou na cama escrevendo aqui, sem saber se levanto amanhã. Se eu voltar a andar, no sábado será dia de longão. Relembrando as palavras do meu treinador que me disse "essas duas semanas serão intensas", posso presumir que essa próxima semana será ainda mais "divertida", mas já diziam os atletas sofredor do mundo: "no pain, no gain". Vamos ver onde vai dar. Até mais.

terça-feira, 28 de março de 2017

Desafio 10 horas Correndo 2017

Domingo, 26 de março de 2017, foi a o dia e a data do 3o Desafio 10 horas Correndo, que aconteceu no Projeto Mandacarú, na zona rural de Juazeiro-BA. A prova é classificada como uma ultramaratona de revezamento, onde cada equipe era constituída por 05 integrantes que se revelariam dando voltas em um circuito de 5,5 km, vencendo a equipe que conseguisse cobrir a maior distancia em 10 horas de competição. Enquanto um membro da equipe corria os outros ficavam descansando, comendo, bebendo e conversando animadamente com os demais competidores. Foi uma grande festa. Tudo foi muito bem organizado, não faltando nada. Cada equipe dispunha de uma tenda, para se proteger do sol, caixas térmicas com bebidas de seu gosto, comidas diversas e quaisquer outros que julgassem necessário para enfrentar o desafio (cada equipe levava o que  entendesse por melhor). Tinha até churrasqueira! Tirando a parte que você tinha de correr debaixo de um sol ardente, que em alguns momentos chegou a elevar a temperatura a 50 graus Celsius, o resto era só diversão. Enfim, nossa equipe, Insanos Pelaskdo, foi composta por minha pessoa, David, Monalisa, Sinho e Télio, deu 19 voltas no circuito, percorrendo um total de 104,5 km nas 10 horas de prova, ficando em 9o lugar na classificação geral. Eu fui o responsável por dar a primeira volta e a última, encerrado os trabalhos. Foi uma grande honra. Pessoalmente, fiz o circuito 5 vezes, percorrendo 27,5 km, e terminei mortinho da Silva, mas com uma sensação incrível de dever cumprido e de auto-superação. Cheguei em casa, já à noite (havia acordado às 04:00 da madruga), cansado e minha esposa estava me esperando com uma cerveja bem geladinha na mão, para me entregar. Dancei sozinho de alegria!! Enfim, fica aqui um vídeo resumo de como foi essa festa. Assistam, comente, divulguem as nossas mídias. 


segunda-feira, 20 de março de 2017

Corrida de montanha? Tem sim senhor!

Esse final de semana corri minha primeira corrida de montanha. Fiz um percurso de 7 km na Serra da Santa, nas proximidades de Petrolina-PE. Foi uma prova dura, como seria de se esperar, devido ao terreno acidentado e a altimetria acumulada, mas visual valeu a pena. Essa prova estava em meu calendário de "treinos", assim não corri livre (não completamente), mas pude ter uma ideia de como seria se fosse "valendo". Tive um problema com o percurso, pois um dos "staff" me indicou um caminho errado, terminei por correr mais do que deveria e tive minha classificação completamente comprometida. Enfim, "o que não nos mata nos deixa mais fortes", não é?! Encarei tudo como um aprendizado e espero ter outras experiências em corridas de montanha. Acompanhem como foi neste vídeo. Comentem, compartilhem e continuem acompanhando nossos canais. 


sexta-feira, 17 de março de 2017

Malditos tiros

Essa semana o meu treinador me disse uma frase que eu já esperava ouvir, mas mesmo assim, saber que esse dia chegaria não amenizou a sensação. Ele me disse: "Ei, essa semana os seus treinos vão ficar mais duros". E assim foi. Quando ele me enviou a planilha de treinos semanais, eis que estavam eles lá: os treinos de tiros! Eu teria que correr um pouco (1500 m) para aquecer e depois teria que dar 10 tiros de 200 m (dando tudo), com intervalo de descanso de 2 min, e depois ainda teriam mais 5 tiros de 100 m (dando o que restava), com intervalo de 1 min. Terça-feira acordei cedo, como o de costume, me aprontei e sai para treinar. Enquanto rolavam os 1500 m de aquecimento eu pesava em quão duro seria aquele treino. Quando faltavam poucos metros para dar inicio ao primeiro tiro, de uma serie de 15, a ansiedade começou a atacar, mas, uma vez que o Garmin desse a deixa, seria hora desparar. E lá fomos nós! A intervalos de 2m35s (tempo de um tiro, que durava 30-35 s, mais os 2 min de descanso entre eles) eu ia do inferno ao ... purgatório (O que?! Pensou que eu iria dizer céu? Nem de longe). Eu nunca vi 200 m mais longos e 2 min mais curtos na minha vida. A cada nova série o cansaço aumentava, mas bravamente eu dizia a mim mesmo: "só faltam..." e um a um eles foram passando, numa contagem regressiva para a salvação, até que cheguei a fase de arrefecimento (desaquecimento).
Pronto, eu havia conseguido! No final, me lembro de ter pensado: "não foi tão ruim assim", mas não se enganem (eu estava mortinho e esse pensamento deveu-se a minha mente estar com hipoglicemia e com pouco oxigênio, provavelmente) foi ruim sim! Quarta foi um treino regenerativo. Realmente eu precisava, pois tinha mais ácido nas minhas pernas do que em uma bateria de carro. O pior que enquanto eu corria, supostamente me "regenerando", com dores musculares nas coxas, eu me lembrava que na quinta-feira teria que passar por tudo aquilo novamente (tiros novamente). Surpreendentemente, na quinta, mesmo me sentindo ainda cansado, o treino foi duro, mas me senti melhor que na terça e executei-o com louvor. Não me entendam mal, foi muito duro (é um treino em que a sensação é de que você vai desmaiar a cada repetição), mas eu o fiz mais "facilmente". A conclusão é que, a cada novo desafio vencido suas fronteiras deslocam-se mais adiante. Me sinto muito mais forte, mais preparado a cada semana. Foi duro, mas as dores diminuem. Sofro, mas curto o sofrimento, pois sei que esse é o caminho para melhorar e é pra lá que eu quero ir.




sábado, 11 de março de 2017

Novo "unboxing": dessa vez é um tênis

Agora foi a vez de fazer um "unboxing" do Nike Free RN Distance, o tênis que eu escolhi para correr a minha primeira meia maratona. Veja como é essa belezura.