sábado, 30 de julho de 2016

Um passeio de fim de semana

Olá. As coisas aqui andam meio paradas, não é?! Bom, estou com uns projetos em andamento e por isso o Blog está sem novidades, mas prometo que voltaremos em breve com matérias, dicas e mais vídeos. Também estou treinando para um competição de XCM e aprendendo a editar os meus vídeos no Sony Vegas (o que não está sendo fácil) o que tem tomado tempo. Continuo pedalando e esse vídeo é a prova disso. Esse é meu primeiro vídeo (curtinho) editado no Sony Vegas. Foi uma passeio de 60 km, só para esticar as pernas. Assistam. Até breve.


sexta-feira, 24 de junho de 2016

Novas Scott Scale RC e Scott Spark RC: feitas para vencer

Parece que é a época dos lançamentos no mundo das bikes. Desta vez foi a Scott que surpreendeu com a apresentação da sua "Hardtail" top de linha, a Scale 900 RC, e de sua "Full suspension", a Spark 900 RC. As duas bikes foram apresentadas no quartel-general da Scott, na Suíça. Essas duas bikes foram desenvolvidas com a ajuda do atual campeão mundial de MTB XCO o também suíço Nino Schurter, projetadas seguindo as exigências específicas do piloto de XCO. Essas duas maquinas serão utilizadas por Nino nas olimpíadas do Rio 2016. 


Vamos a algumas das características dessas máquinas, começando primeiro pela Scale RC. Logo de cara falaremos sobre o quadro de fibra de carbono que é o mais leve do mercado, pesando apenas 849 g (tamanho M). Além disso houveram modificações no design e na geometria do quado, proporcionando maior rigidez, manobrabilidade e conforto.  A cone da caixa de direção está mais curto para "abaixar a frente da bike" em uma posição mais agressiva e que favorece as subidas.




A gancheira está integrada ao ponto de inserção do eixo e o "chainstay" está mais curto. Essa "hardtail" será equipada exclusivamente com um sistema de 1x12 (10-50) velocidades, o famoso Sram XX1 Eagle. A suspensão é por conta da FOX e para isso as bikes são equipadas com, nada mais, nada menos, que a nova FOX 32 Step-Cast (SC), a suspensão mais leve do mercado (com 1.345 g). Essa suspensão possui as tecnologias mais modernas da FOX, como o sistema FIT4 com três ajustes (Climb, Trail e Descend), camara de ar com a possibilidade de mudança na progressividade de compressão, revestimento Kashima e eixo 15x110 mm tipo Boost.





A Spark RC é um show a parte, uma arma para liquidar com os competidores no XCO/XCM. Além de tudo o que foi descrito, em termos de equipamentos para a Scale (câmbio XX1 Eagle e FOX 32 Step-Cast), a "full suspension" ganha um sistema de suspensão traseira completamente novo.


O novo triangulo traseiro é feito de uma peça só de carbono e novo sistema de "shock" traseiro, o "Metric Trunnion Mount", associado ao novo "link" do pivô (Rocket link), permitem uma maior progressividade na compressão da suspensão (uma FOX NUDE) e uma melhor absorção de pequenos impactos, garantindo uma melhor leitura do terreno, enquanto que reduz o efeito "bobing" ao pedalar.




De uma forma geral, os sistema de amortecimento traseiro está muito melhor (muito mesmo) que o anterior, sendo especialmente desenhado para sistemas de transmissão de uma única coroa. Além de tudo isso, a Scott possui o exclusivo sistema "TwinLock" que comanda simultaneamente as duas suspensões (dianteira e traseira), alternando entre os modos Climb-Trail-Descend (suspensão travada, com curso de 70% do máximo e curso de 100%, respectivamente) o que dá ao ciclista a possibilidade de adequar o comportamento do amortecimento da bike para as diferentes condições do terreno a sua escolha. Segundo o próprio Nino: “A nova Spark vem pronta para competir no mais alto nível. Eu não poderia querer no momento uma bike mais perfeita. Ela é inacreditavelmente leve e rígida, me proporcionando a sensação de eficiência de uma hardtail. O comportamento desse novo quadro se encaixa perfeitamente ao meu estilo de pilotagem, pois a nova cinemática proporciona amortecimento mais eficiente e progressivo. A suspensão é mais sensível no início do curso e se torna mais estável do SAG em diante com a progressão do curso final perfeita para o XCO”.


Nova Scott Spark

A nova Spark foi o fruto de mais de três anos de desenvolvimento, dentro dos laboratórios da Scott e fora deles (nas pistas de XCO), e é uma nítida evolução de sua antecessora, sobretudo em termos de cinemática do amortecimento traseiro, rigidez e peso. 
Eu, como um feliz proprietário de uma Spark 950 2015, fico aqui imaginando as diferenças entre pilotar o novo modelo em relação ao anterior (por enquanto vou só imaginando mesmo).



Antiga Scott Spark

Bom, decididamente eu já sei o que quero ganhar de presente de natal. Mas, infelizmente, terei que planejar bem as finanças para que, talvez, no natal de 2018 eu consiga uma dessa (Spark 900 RC 2017) para mim. Até lá vou pedalando com a que já possuo, uma Scott Spark 950 2015.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Focus F.O.L.D.

A alemã FOCUS, uma das melhores marcas de bikes do mundo, lançou um novo sistema de "link" para suspensão traseira que promete revolucionar o mercado. Estamos falando do sistema F.O.L.D ou Focus Optimized Linkage Desigh. O sistema funciona com um "link" dentro do outro. Enquanto um "link" faz a suspensão absorver pequenos impactos o outro cuida dos grande impactos. Além disso, a ligação entre os dois "links" permite que o triangulo traseiro da bike tenha um meio termo entre a rigidez lateral e complacência, permitindo um ajuste dinâmico nas curvas fechadas nas trilhas, mantendo sempre a aderência. Vejam como é o F.O.L.D. neste vídeo. 


segunda-feira, 20 de junho de 2016

Trilha do Irmão Edilson

Mais uma vez o pedal do sábado foi pelas bandas de Mandacarú-BA. Ao chegarmos em Juazeiro-BA o Irmão Edilson, nosso sempre sorridente e prestativo anfitrião, já estava nos esperando para nos acompanhar até a comunidade do Mandacarú. O destino foi uma trilha muito legal que apelidamos, cariosamente, de a "Trilha do Irmão". É uma trilha de 4,5 km muito legal de ser feita. Muito divertida. Deixo aqui dois vídeos, um com uma volta completa na Trilha do Irmão e o outro um versão pequena musicalmente embalada para que vocês possam conferir como é por lá. Quem tiver interesse em conhecer, o Irmão Edilson dos Santos terá prazer em levar a turma para lá. Aproveitem, pois nós aproveitamos muito.

Versão curta


Versão completa

domingo, 22 de maio de 2016

Pedal em Madacarú-BA

Mais um fim de semana e mais um pedal. desta vez foi para a comunidade de Mandacarú-BA. A trilha é leve e sem dificuldades, ideal para iniciantes. Confira como foi neste vídeo.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Como ajustar suas suspensões: um guia "completo"

Um problema comum para quem tem uma bike "full suspension" (as bikes quem têm amortecedores dianteiros e traseiros), ou até mesmo quem possui uma "hardtail" (àquelas apenas com amortecedor dianteiro),  é saber como ajustar corretamente os dois pilares principais do funcionamento correto das suspensões modernas: o "SAG" e o "rebound". O "SAG" refere-se a quanto o curso do amortecedor, de uma suspensão, é alterado sem resposta à carga estática do ciclista. Difícil? Bom, que tal assim: o SAG é quanto o amortecedor encurta (afunda) em resposta ao peso do ciclista, quando ele está sentado na sela da bike, em relação ao máximo que pode encurtar. Geralmente o SAG é descrito como a percentagem, em relação ao curso total do amortecedor, que o peso estático do ciclista foi capaz de deslocar. Por exemplo, em um amortecedor que tem 100 mm de curso total, quando o ciclista ficou em cima da bike, sentado numa posição estática (sem se mover), o curso foi alterado em 25 mm.  Assim, neste exemplo, o SAG foi de 25% do curso total (Fig. 1). 

Fig. 1
Obviamente, há amortecedores com vários cursos, como 80 mm, 100 mm, 120 mm, 160 mm ou até mesmo 220 mm, dependendo da modalidade a que a bike se destina. Como pode-se concluir intuitivamente, o SAG depende do peso do ciclista e da pressão de ar dentro do amortecedor (no caso dos amortecedores modernos, que usam ar em uma câmara interna para amortecer o impacto). Assim, para cada peso (ciclista + bike + equipamentos que o ciclista leva) a pressão do amortecedor deve ser ajustada para se obter um determinado SAG. Geralmente, a maioria dos fabricantes de suspensão determinam três níveis de SAG, um para cada necessidade do ciclista ou condição de pista, que tornam o amortecedor mais "suave (macio)" ou mais "firme". Para muitos fabricantes, um SAG de 15-20% é considerado firme, um de 20-25% médio e 25-30% macio. 
Fig. 2
Escolher que nível de SAG você vai usar em seu amortecedor depende de sua preferência
Fig. 3
pessoal, do nível de conforte desejado ou de quão agressivo você quer pilotar e depende também de que terreno você vai enfrentar. Cada fabricante indica um nível de SAG para cada relação peso/pressão para seus amortecedores. Por exemplo, a FOX  recomenda um nível de SAG de 15% para uma suspensão firme e 20% normal (Fig. 2). 
Verifique no site do fabricante de sua suspensão essa informação. 

Fig. 2
Lembrem-se que algumas suspensões tem ajustes de compressão do amortecedor, isso é, pode haver um sistema que trava da suspensão (Fig. 3) ou um sistema que deixa-a mais firme (Fig. 4) com múltiplos ajustes (como as da FOX). Neste caso é importante saber que o SAG deve ser ajustado com a suspensão no modo "aberta"/"destravada" (no caso da FOX: "descend").

Neste vídeo (abaixo) você poderá ver como é feito o ajuste de SAG de uma suspensão dianteira na prática.


Apesar de existirem vários modelos de suspensões traseiras, o procedimento para ajustar o SAG é muito semelhante e pode ser visto neste outro vídeo. O áudio é em espanhol, mas dá para acompanhar e entender bem.



Já o "rebound", que pode ser traduzido como retorno ou rebote, significa a velocidade com que, após ser comprimida, a suspensão volta para o seu curso original, após a absorção de um impacto pelo amortecedor. De uma forma semelhante ao que ocorre no ajuste do SAG, percebam que para cada modelo de suspensão, peso do ciclista e nível de SAG há um ajuste de "rebound" (retorno/rebote) correto. Inclusive, na prática, primeiro deve-se ajustar o SAG para depois ajustar o "rebound". O "rebound" não deve ser nem lento demais,  nem rápido demais, pois haverá problemas relacionados às duas situações. Se o "rebound" for muito lento, isto é, se a suspensão demorar muito a retornar ao seu curso original, após amortecer um impacto, logo logo, em uma sucessão de amortecimentos/impactos, o curso da suspensão atingirá o seu máximo, pois há uma soma de compressões sucessivas, levando a perda da capacidade de amortecer impactos ou mesmo à quebra da suspensão (ela possivelmente estoura). Já se o "rebound" for muito rápido, isto é, se a suspensão é muito rápida em retornar ao seu curso original, após amortecer um impacto, ela perde a capacidade de amortecer impactos adequadamente (parece que você está segurando uma britadeira com as mãos), também você perde tração e a estabilidade ao conduzir a bike. Neste vídeo (abaixo), legendado em português, você aprenderá como ajustar propriamente o "rebound" da suspensão traseira de sua bike (inclusive o autor do vídeo, um Português, entende muito de suspensão).


Já o ajuste do "rebound" para a suspensão dianteira é um pouco mais trabalhoso de fazer. Entretanto, nesse vídeo abaixo, um técnico da FOX lhe mostrará uma forma de fazê-lo. O áudio está em inglês, por isso farei umas considerações: o objetivo é que você ajuste o nível de "rebound" (click a click) até um ponto em que, após comprimir e soltar a suspensão (tem que fazer um movimento bem rápido com os braços) o pneu não salte do chão, apenas a suspensão volte ao seu curso original. Comece com o "rebound" o mais rápido possível e vá testando após cada click.


Neste último vídeo faremos um "resumo da ópera". Também está em inglês, se você não é proficiente nesta língua, então se concentre apenas nos passos, já que já está ciente do passo-a-passo para fazer os ajustes.




terça-feira, 26 de abril de 2016

Sol do Salitre 2

Esse final de semana a CPP BIKE TEAM participou da segunda edição "Sol do Salitre", a segunda corrida de aventura do calendário para 2016 do Circuito de Aventura Rio da Integração, o CARI. Foi uma prova muito boa, mas dura de completar na integra. Basta dizer que todas as equipes que competiram tomaram corte por tempo. Cometemos alguns erros táticos e de estratégia, mas isso é normal em corridas de aventura. O mais importante é que nos divertimos muito! Foi mais uma experiência para nosso time e mais uma medalha de participação. Ainda faltam mais 3 provas do CARI e estamos ansiosos por participar. Acompanhem como foi neste vídeo.