Depois de um longo período de "férias" é hora de voltar a rotina de treinos, só que agora com mais seriedade. Coisas que ocorrem com frequência para os ciclistas, ou atletas, amadores após o período de festas de fim de ano: treinar pouco, comer e beber muito, ganhar peso, perder forma e preparo físico, ficar desleixado. Daí o ano começa, vemos o prejuízo que as férias nos renderam e é hora de um novo ciclo de treinos de base. Para este ano, resolvi que não iria me virar sozinho, como havia feito em anos anteriores, e contratei um Personal Trainer para me acompanhar neste ano. O plano é melhorar na corrida (leva-la mais a sério), mas também melhorar na bike, fazendo ambos sem lesões e focado em objetivos claros. Por isso a necessidade de um profissional. A recuperação da antiga forma física será lenta e dolorosa. Percebi isso por ocasião de minha avaliação, feita por Felipe (meu treinador), nesta ultima terça. Por sinal uma excelente avaliação. Depois de uma extensa entrevista, Felipe tomou nota de todas as minhas medidas antropométricas, incluindo percentual de gordura em várias partes do corpo, peso, pressão arterial (PA) e frequência cardíaca (FC) em repouso e prosseguiu com os demais testes e avaliações. Quanto aos testes, o primeiro foi quantas flexões eu seria capaz de fazer em um minuto. O mesmo teste se aplicou para abdominais e sempre depois dos testes a PA e FC eram aferidas novamente. Tirou umas fotos de meu corpo de perfil (direito e esquerdo), frente e costas e me convocou para o teste da esteira. O teste consistia em, depois de um aquecimento de 5 min em ritmo leve-moderado, correr 12 min dando tudo que eu podia (com a FC sendo monitorada). Corri os 12 min a uma velocidade de 12,5 km/h (pace de 4:48 min/km). Depois do 12 min de corrida foi a vez um arrefecimento de 2 min e mais uma vez aferiu minha PA e FC. Terminei muito cansado e com a sensação de que eu poderia ter indo um pouco além, mas bem pouquinho, antes de um desmaio. Como eu disse, a recuperação vai ser penosa e mais penosa ainda será estabelecer o novo patamar, pois eu quero melhorar pelo menos 100% em relação ao ano passado no critério corrida, que é a primeira disciplina que irei focar. Depois de uns 1-2 meses de treinos acompanhados de corrida é que pretendo iniciar a acessória para bike, sendo que nesse meio-tempo vou me virando só (fazendo o que sempre fiz) nas minhas pedaladas. Ainda tem a enfadonha musculação, que será necessária e que não conseguirei me livrar. Depois de uns dias recebi minha avaliação por email e em seguida a primeira prescrição de treinos, com tudo explicado e detalhado. Agora tenho o que fazer durante todos os dias da semana. Estou mais focado do que nunca e com sede de melhoras na minha forma física e na minha performance. Acho que este ano será um bom ano. Vou postar, de vez em quando, depoimentos de como vão os treinos e sempre que puder novos vídeos de provas e treinos. Acompanhem essa cruzada em busca de melhorias. Até mais.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
sábado, 14 de janeiro de 2017
De volta ao "Paraíso"
Estando em Jampa, se tratando de MTB, a diversão tem lugar certo: o Circuito Paraíso de MTB. Essa foi minha segunda vida ao Paraíso, mas é sempre uma novidade. A novidade ficou por conta de eu estar em melhor forma e de minhas habilidades terem melhorado desde a ultima vez que vim por aqui. Foi muito mais prazeroso desta vez, mas não menos empolgante, subir, descer, transpor e sentir todas as sensações que essa trilha pode oferecer. Fiz algumas filmagens e três edições foram feitas: duas curtas, pelos circuitos Paraíso 1 e 2, e uma longa, que foi uma volta completa pelo circuito Paraíso 1. Ano que vem, estarei aqui novamente vou tentar aproveitar mais ainda. Até mais.
Being in 'Jampa' (João Pessoa-PB, Brazil), when it comes to MTB, the fun has the right place: the 'Paradise MTB Circuit'. This was my second visit to Paradise, but it is always a novelty. The news was because I was in better shape and my skills have improved since the last time I came here. It was much more enjoyable this time, but no less exciting, to climb, descend, transpose and feel all the sensations that this trail can offer. I did some filming and three editions were made: two short films, the circuits 'Paradise' 1 and 2, and a long one, which was a complete lap through the circuit Paradise 1. Next year, I will be here again, I will try to enjoy it even more. See you Paradise.
Circuito Paraíso 2
Circuito Paraíso 1
Circuito Paraíso 1 (volta completa)
quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
Fazer upgrade ou trocar de bike?
Essa é uma dúvida de muitos ciclistas que compram uma bike básica para experimentar o MTB e passam a serem entusiastas do esporte: devo fazer um upgrade na minha bike ou compro uma nova bike? É muito comum, no inicio, quando estamos saindo da fase de neófitos no MTB desejar "melhorar" nossa bike e com isso vem aquele desejo de começar a trocar logo as peças da sua bike. Eu mesmo fiz isso. Comprei um bike bem básica (R$ 990,00 na época) e depois de rodar um pouco com ela decidi trocar alguns componentes. No fim das contas, devo ter gastado mais de R$ 1.000,00 nela, mas continuei com uma bike inadequada à pratica do verdadeiro MTB. Percebi, tarde demais, que não havia feito um bom negócio com o upgrade. Um ano depois troquei de bike, por uma muito melhor, e só assim pude alçar voos mais altos no MTB. Antes de você cometer o mesmo erro que eu, é bom assistir o Henrique Andrade, do PraQuemPedala, em um vídeo dando umas dicas sobre o assunto. Antes, na época que fiz isso, eu pudesse ter assistido um vídeo desse aí. Aproveitem.
terça-feira, 3 de janeiro de 2017
Primeiro pedal do ano com direito a queda e tudo
HA! A primeira pedalada do ano com direito a queda e tudo. O ano começa em grande estilo para mim. Fui fazer o meu primeiro pedal do ano, aqui em Paulista-PB, na trilha de sempre, mas dessa vez iria parar no sítio de meu sogro e encontra-lo e junto com o meu filho. A primeira metade do pedal eu imprimi um ritmo mais rápido que usual e pensei: "ei, posso conseguir minha melhor média neste trecho, basta me esforçar um pouco”. Assim o fiz. Na volta, parei no sítio, como havia planejado, e logo na entrada, na primeira cancela, bati o joelho forte no mourão. Uuuiii, doeu! Bom, fui ao encontro do meu filho e aproveitei sua companhia para fazer um ajuste no taquinho direito da sapatilha. Abre parênteses. Notei que meu joelho direito estava mais distante do quadro que o direito e que não fazia o movimento de sobe-e-desce tão paralelo ao quadro quanto o esquerdo. Então pensei que se eu afastasse o traquino mais para fora da sapatilha poderia corrigir esse problema cinético. Assim o fiz. Fecha parênteses. Era hora de voltar. Saí na frente da pickup de meu sogro e logo percebi que ele não iria me ultrapassar, pois ele queria que meu filho visse o pai dele pedalando. O que um pai ciclista faz quando está pedalando e seu filho o observa? A resposta é: se exibe! E assim o fiz. Botei "sebo nas canelas”, comecei a “mastigar” os pedais e logo estava voando baixo e pensando “nossa, meu filho deve estar se divertindo vendo o pai pedalar deste jeito e meu sogro deve estar impressionado com a minha velocidade”. Esse pensamento me animou e motivou a ir além e assim fui. Lá pra tantas, estava a uns 35 km/h e logo ali estava uma descidinha…"vamos com tudo”! Devia estar a uns 45 km/h quando percebi a merda que tinha feito. Entrei por fora numa curva em que deveria ter entrado por dentro. Devido a força centrifuga, comecei a sair de frente e no meio da agonia fui tentando trazer o pneu dianteiro de volta pro traçado, mas puxei demais e fui para o centro da estrada, onde tinha um banco de areia, e aí não deu outra: queda! "Zig-zag-ei" prum lado e pro outro e desacelerei apenas o suficiente para garantir uma queda menos grave, mas não menos espetacular. Estou me tornando um ninja nas quedas, veja só: depois de ter a certeza de que tinha perdido completamente o controle da bike e que a queda era inevitável, soltei as manoplas, baixei a cabeça e a pus junto ao ombro direito, projetei meu corpo para frente e um pouco para o lado direito e me larguei ao chão. Aí foi um show a parte: dei um duplo carpado , na sequencia uma “bunda-canaça", depois uma rolagem e um salto, para só depois disso tudo aterrissar de pé. Quase fiz aquela reverencia ao público que os ginastas olímpicos fazem no fim de suas apresentações. Se houvesse juri, provavelmente teria recebido um 10, outro 10 e um 9,5 (de um juiz mais sério e rígido). Me senti o Diego Hipólito. Uma fração de segundo depois fiz aquilo que é de costume: olhei, primeiramente (fora Temer), para a bike, para ver se tudo estava bem com ela, e só depois me olhei, em busca dos machucados. Surpreendentemente, tive só um ralãozinho na canela esquerda, mas senti muito os pulsos (principalmente o direito, que amorteceu a maior parte da queda), o tornozelo esquerdo e o joelho direito. Isso é tudo pessoal! Sem machucados sérios, mas vai doer e inchar um pouco depois. Depois do susto, eu, meu sogro e meu filho rimos muito do ocorrido. Voltei pedalando para casa com a certeza que, mesmo caindo, amo este esporte e não quero parar de pratica-lo. Até outra.
sábado, 31 de dezembro de 2016
Retrospectiva
É o fim de um ciclo e o início de outro. É assim que encaro todos os fins de ano e o início de um novo ano. No período entre o natal até hoje (31/12) fico meio "para baixo", pois me dou conta que mais um ano chega ao fim e percebo que muito do que eu havia planejado não foi realizado. Em contrapartida, a cada 01/01 eu me renovo de esperança e faço novos planos para o ano que se apresenta. Sempre é assim e não poderia ser diferente este ano. O ano de 2016 foi um bom ano para o esporte na minha vida, tanto no MTB como na corrida. Participei de competições, expandi os meus limites, conheci novas sensações e redescobri outras. Foi um bom ano. Para 2017 eu quero mais. Vou treinar mais sério, com orientação, com foco e espero fazer mais, ir além, me superar. Feliz 2017 para todos nós. O Bikevasf continua!!
It is the end of one cycle and the beginning of another. This is how I see all the year ends and the beginning of a new year. In the period between Christmas and today (12/31) I am half "down", because I realize that another year comes to an end and I realize that much of what I had planned was not realized. On the other hand, every 01/01 I renew myself with hope and make new plans for the year that presents itself. It's always like this and it could not be different this year. 2016 was a good year for the sport in my life, both MTB and running. I participated in competitions, expanded my limits, met new sensations and rediscovered others. It was a good year. By 2017 I want more. I will train more seriously, with orientation, with focus and I hope to do more, go beyond, surpass myself. Happy 2017 for all of us. Bikevasf continues !!
sexta-feira, 30 de dezembro de 2016
Pedalando nas férias - 05: o dia depois da chuva
A chuva no sertão é uma benção e como filho do sertão eu não poderia deixar de aproveitar para pedalar após uma chuva. Quando a terra fica molhada e as poças d'água surgem é hora de se lambuzar. Veja como foi.
The rain in the "caatinga" is a blessing and as a child of the hinterland I could not stop to enjoy to pedal after a rain. When the earth gets wet and the puddles of water arise it is time to smear. Look how it was.
The rain in the "caatinga" is a blessing and as a child of the hinterland I could not stop to enjoy to pedal after a rain. When the earth gets wet and the puddles of water arise it is time to smear. Look how it was.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2016
Pedalando nas férias - 04: pedalando em Paulista-PB (Pedaling in my wife's city)
A cidade natal de minha esposa fica a 70 km da minha. Assim, sempre que nós saímos de férias também passamos uns dias por aqui. Estando aqui, eu sempre faço um percurso que sai da cidade e vai em direção ao sítio de meu sogro. São 27 km de altos e baixos.Gosto muito e é uma forma de me manter em movimento. Vejam como foi.
My wife's hometown is 70 km from mine. So, whenever we go on vacation we also spend a few days here. Being here, I always make a journey that leaves the city and goes towards the site of my father-in-law. There are 27 km of ups and downs. I really like it and it's a way to keep me moving. Look how it was.
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