Hoje foi o fim da primeira prova de três semanas do World Tour da UCI, o Giro D’Italia 2015 acabou! A 21ª etapa, mais um desfile que uma etapa, de Torino até Milano (Milão, para nós), com 185 km, plana, sem sobressaltos, tudo tranquilo. Os únicos pontos que ainda estavam na mesa eram os pontos vermelhos, sobretudo para quem passasse a linha final em primeiro. Os ciclistas que estavam disputando a maglia rossa, Nizzolo, Viviani, Modolo, Gilbert, todos no pelotão até o final da etapa, nem tiveram a chance de lutar por esses pontos devido a um vacilo do pelotão: deixaram a fuga fugir! Melhor para o Iljo Keisse, Luke Durbridge e Roger Kluge que terminaram a etapa nesta ordem. No final tivemos o Alberto Contador (Thinkoff-Saxo) como grande campeão, vestindo a maglia rosa pela última vez. Giacomo Nizzolo (Trek Factory Racing) ficou com a maglia rossa (1° na classificação por pontos), Giovanni Visconti (Movistar) ficou com a maglia azzurra (1° na classificação de montanhas) e Fabio Aru (Astana) ficou com a maglia bianca (1° classificação geral menor que 25 anos).
Hoje foi, praticamente, a última etapa do Giro 2015. A 20ª etapa, de Saint-Vicent até Sestriere, com 196 km, dificuldade 4 estrelas (difícil), com 2/3 da etapa praticamente plano e com duas montanhas no final. Mais uma vez a equipe Astana foi tecnicamente impecável, a tática foi perfeita. No início da subida do Colle Delle Finestre, Mikel Landa atacou, se destacando do grupo de ciclistas que lideravam a etapa, que incluíam Aru, Contador, Hesjedal, Uran e Kruijswijk, quebrando esse grupo em dois.
Depois foi a vez de Aru liderar um segundo ataque, que surpreendentemente deixou Contador para trás, pela primeira vez no Giro. Agora eram três grupos à frente: Landa e Kruijswijk, seguidos de Aru, Hesjedal e Uran, e lá atrás, sozinho, o Contador. Landa chegou a abrir 58” do grupo de Aru e 1’:40” de Contador, mas o fato de estar de cara pro vento, sem a ajuda de Kruijswijk na escalera, e seu capitão estar à frente de contador com uma certa vantagem o fez esperar. Assim, Landa abriu mão de uma chance de vencer a etapa em favor de seu capitão. Logo só haviam dois grupos Aru, Landa, Kruijswijk, Hesjedal e Uran, e um pouco atrás, 1’:30”, um solitário Contador. Faltando um pouco mais de 3 km para o final da etapa, Aru ataca e segue na frente até a linha de chegada, comemorando muito a sua segunda vitória consecultiva.
Quase 2 min depois chega o Contador, comemorando timidamente a sua vitória do Giro, pois ainda lhe restam 2’:02” de vantagem em relação ao Aru, segundo colocado na geral, e amanhã será apenas um passeio até Milão, onde termina o Giro D’Italia 2015. Mas só acaba no final. A classificação geral fica assim: Alberto Contador (Thinkoff-Saxo) veste a maglia rosa (1° na classificação geral, Giacomo Nizzolo (Trek Factory Racing) veste a maglia rossa (1° na classificação por pontos), Giovanni Visconti (Movistar) veste a maglia azzurra (1° na classificação de montanhas) e Fabio Aru (Astana) veste a maglia bianca (1° classificação geral menor que 25 anos). Amanhã temos a última etapa. Até lá.
Ontem foi o dia da “Etapa Rainha” do Giro 2015. A etapa rainha é àquela considerada, geralmente, a mais dura das etapas de um giro, àquela que mais testa os competidores. A 19ª etapa, de Gravellona Toce até Cervinia, com 236 km, dificuldade 5 estrelas (muito dura), com duas metas de Sprint (nas marcas de 106 km e 144 km) e nada mais nada menos que 4 montanhas, a primeira categoria 3 e as três últimas categoria 1, com o final no topo da última. Essas montanhas foram muito duras e decisivas para a etapa e a classificação de montanhas e geral. A extensão das três foi superior a 55 km, com inclinações médias sempre na marca de 8% (com máximas de 13% em alguns pontos). Houveram pequenas e curtas fugas do pelotão, para a disputa dos pontos azuis, mas o pelotão estava sempre controlando de perto todas elas.
O Contador subiu junto de Aru e Landa, sempre marcando de perto seus oponentes principais na classificação geral. A Astana fez, mais uma vez, um trabalho majestoso e extremamente tático para pôr Aru e Landa na frente. A Thinkoff é como se não existisse, Contador depende apenas de si nas etapas de montanha, pois ninguém de seus gregários consegue acompanha-lo nas subudas. Landa, apesar de estar superior a Aru neste Giro, não deu tudo de si, ficando com o Contador todo tempo e Contador ficou marcando Landa, não permitindo que seus ataques fossem produtivos. Aqui temos algo interessante, Landa poderia subir mais rápido que Aru, Contador poderia acompanhar o Landa, deixando Aru pra trás, mas o Landa não o faz para favorecer o seu capitão (Aru) e o Contador também não,
pois quem está mais próximo dele na classificação geral é o Landa e não o Aru. Se Contador atacar ele levaria o Landa junjo dele, assim, os dois ficaram contando os passos, ficando aquém de suas
capacidades, enquanto a Aru ficou livre para ganhar a etapa. Aru comemorou muito e intensamente. Tirou um peso de suas costas, pois ele não ganhará o Giro (provavelmente), mas pelo menos ganhou a etapa rainha e lavou a alma. A classificação geral fica assim: Alberto Contador (Thinkoff-Saxo) veste a maglia rosa (1° na
classificação geral, com Aru de volta ao 2º lugar, Giacomo Nizzolo (Trek Factory Racing) veste a maglia rossa (1° na classificação por pontos), Giovanni Visconti (Movistar) veste a maglia azzurra (1° na classificação de montanhas) e Fabio Aru (Astana) veste a maglia bianca (1° classificação geral menor que 25 anos). Se aproximando do fim do Giro 2015, faltam apenas hoje e amanhã.
Já postei, em 19/05/2015, data significativa para mim, uma matéria sobre a nossa expedição intitulada “Expedição Ponto G”, onde o desafio foi chegar, com precisão, a uma coordenada geográfica: Sul (S) 9°00’000” e Oeste (W) 41°00’000”. Tiramos muitas fotos e fizemos alguns vídeos, mas não havia editado nada ainda. Então aqui está um vídeo editado dessa nossa aventura. A matéria completa pode ser encontrada, na integra, aqui no Blog, sob o título: A expedição ao Ponto G. Aproveitem.
A 18ª etapa, de Melide até Verbania, com 170 km, dificuldade 3 estrelas (média), com os primeiros 2/3 relativamente planos, com duas metas de Sprint (nas marcas de 81 km e 101 km), mas com uma montanha, categoria 1, o Monte Ologno, aos 124 km. Logo no início da etapa, formou-se uma fuga com 12 ciclistas que disputavam os pontos vermelhos acirradamente. Um pouco antes do início da subida do Monte Ologno, houve uma queda coletiva, em um ponto estreito e com curvas fechadas, que separou o pelotão em dois. A subida do Monte Ologno foi sensacional. Essa montanha tinha 10,4 km de extensão e inclinações médias entre 8,9% a 9,2% (com máxima de 13%) e foi uma boa oportunidade para os escaladores imporem seu ritmo. O Contador fez uma bela subida, com arrancadas de tempos em tempos, deixando muitos para trás e ampliando sua vantagem em relação ao segundo colocado na classificação geral.
Após o cume da montanha ter sido alcançado, seguiu-se uma descida muito rápida e técnica até a meta final. Melhor para o Philippe Gilbert (BMC) que faturou mais essa etapa, seguido de Francesco Bongiorno (Bardiani) e Sylvain Chavanel (IAM cycling). Alberto Contador terminou em 12 lugar, mas devido a sua regularidade, de etapa a etapa, ampliou sua vantagem na classificação geral. A classificação geral fica assim: Alberto Contador (Thinkoff-Saxo) veste a maglia rosa (1° na classificação geral, Giacomo Nizzolo (Trek Factory Racing) veste a maglia rossa (1° na classificação por pontos), Steven Kruijswijk (Rabobank) veste a maglia azzurra (1° na classificação de montanhas) e Fabio Aru
(Astana) veste a maglia bianca (1° classificação geral menor que 25 anos). Se aproximando do fim do Giro 2015, apenas se algo de muito ruim ocorrer a vitória fugirá das mãos do Alberto Contador, mas vamos aguardar, pois há muito o que se pedalar. Amanhã tem mais.